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Santas Casas enfrentam crise financeira histórica e esperam ajuda do Governo.
06-10-2021 11:25:58
Renato Guimarães aposta na sensibilidade de deputados, senadores e do Governo Federal. “Eles nunca nos abandonaram, principalmente os deputados”.



As santas casas e hospitais filantrópicos do Paraná enfrentam uma crise histórica e estão pedindo ajuda aos deputados federais para a liberação de recurso emergenciais prometidos pelo Governo Federal. A informação é do diretor-geral da Santa Casa de Paranavaí e membro do Conselho Fiscal da Femipa (Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Paraná), Héracles Alencar Arrais. O presidente da Femipa, Flaviano Ventorim, esteve em Brasília junto com outras lideranças nacionais da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) e se encontraram com deputados da Frente Parlamentar de Apoio às Santas Casas e Hospitais e Entidades Filantrópicas para tratar do assunto.

De acordo com a Femipa, as instituições enfrentam problemas financeiros históricos em função da defasagem de quase duas décadas da tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), situação que foi agravada durante a pandemia de Covid-19. A tabela, segundo cálculos da Federação, cobre apenas 60% do total dos gastos dos hospitais com o atendimento público. Em Paranavaí, segundo o gerente financeiro da Santa Casa, Marcelo Cripa, os cálculos apontam que não chegam nem a isso: a remuneração do SUS fica entre 45% e 50% do gasto real. 

A pandemia agravou a situação: o atendimento particular e de convênios, especialmente as cirurgias eletivas, fonte de recursos para combater o déficit do SUS, foram suspensas agravando a situação. Além disso, no caso da Covid-19, segundo dados da Femipa, a diária de uma UTI para o SUS, destinada a pacientes contaminados pelo vírus, em instituição filantrópica de grande porte custa R$ 3.401, mas o hospital é remunerado com apenas R$ 1.600. 

Em maio, o Governo Federal anunciou o repasse, de R$ 2 bilhões para as santas casas e hospitais filantrópicos do país, a serem destinados tanto para o enfrentamento à Covid-19 como para atendimento de demais enfermidades, porém, o recurso ainda não foi liberado. A Santa Casa de Paranavaí, embora com dificuldades, estava mantendo um certo equilíbrio nas suas contas. Mas desde que começou a pandemia, em março do ano passado, nossas despesas cresceram muito e, para agravar ainda mais, as receitas caíram. 

Renato Guimarães também aposta na sensibilidade de deputados, senadores e do Governo Federal. “Eles nunca nos abandonaram, principalmente os deputados. E acredito que eles vão dar um jeito nesta situação, que é grave e delicada. Mas que com boa vontade será levada a bom termo”, diz o presidente.
 

 


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