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Aumento de casos entre jovens pode provocar explosão de Covid-19.
05-12-2020 17:00:14
Quando uma jovem de Curitiba foi a um churrasco de família, ela não poderia imaginar que contaminaria 18 familiares com a Covid-19, dos quais três acabariam por morrer devido à doença.



A origem da infecção foi uma festa marcada pela internet, ignorando as recomendações de distanciamento social, como várias espalhadas pelo país que têm contribuído para uma aceleração recente dos casos de coronavírus após um período de queda. Mesmo que na maioria dos casos jovens não desenvolvam quadros graves de Covid-19, muitos têm levado o vírus para lares onde moram idosos e pessoas com comorbidades, provocando uma alta na ocupação dos leitos hospitalares, segundo especialistas.

O caso da jovem de Curitiba foi revelado pela secretária de Saúde da capital paranaense, Márcia Huçulak, ao fazer um apelo para que as pessoas evitem aglomerações até mesmo dentro do círculo familiar, uma vez que mesmo idosos que permanecem isolados têm sido infectados dentro de casa. Muitos desses jovens contraíram o vírus ao aproveitar as flexibilizações de quarentenas para retomar atividades após muitos meses de confinamento, que provocaram custos emocionais.

A aproximação com as celebrações do final de ano tem aumentando as preocupações com um avanço ainda maior da doença. “Essa chegada do final do ano e maior movimentação das pessoas vai acabar disseminando ainda mais o vírus e provocando surtos e um aumento da doença nos hospitais”, disse o pesquisador Diogo Xavier, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “A preocupação é muito grande. O poder público precisa agir. A gente ainda tem a oportunidade de tomar as medidas adequadas e evitar esse surto, do contrário a gente vai ter um colapso do sistema de saúde”, acrescentou, lembrando que várias cidades desmontaram os hospitais de campanha usados para receber pacientes de Covid-19 na primeira etapa da pandemia.

Na semana passada, no entanto, o número de casos novos por dia chegou a 34 mil e as mortes ficaram em 510 por dia na média, destacando o repique do surto. “Você pega o que aconteceu nas ruas nas últimas semanas… pessoas andando sem máscara, aglomerações em bares, festas, praias. Pessoas se aglomeram, sem circulação de ar. Você vê em bares, em festas, milhares de pessoas pulando, cantando, quando se canta dispersa muitas goticulas. Milhares de pessoas juntas grudadas umas nas outras pulando, bebendo e cantando, não tem ar livre suficiente para resolver”, disse o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

 

 

Fonte: Tudo Politica . Ass. Com. REUTERS/Pilar Olivares

 

 

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